Inauguração da Exposição "90 Anos de Lazer e Humanismo em Portugal"

"É uma honra estar aqui. O INATEL era um ponto de encontro, numa altura em que não havia telemóveis. O INATEL ficou para sempre nos nossos corações. Foram lá os meus primeiros treinos, os meus primeiros recordes nacionais", recordou Rosa Mota, ícone do atletismo português, na exposição evocativa da História da Fundação INATEL “90 Anos de Lazer e Humanismo em Portugal”, inaugurada hoje, na Sociedade Nacional de Belas-Artes (SNBA), em Lisboa.
A primeira mulher portuguesa a conquistar uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos (Seul, 1988) iniciou os seus treinos no estádio do INATEL em Ramalde, no Porto, e fez questão de marcar presença nesta mostra, onde o seu nome é lembrado, a par de outras figuras nacionais que fazem parte da história do desporto e da cultura do país e que se cruzam com as memórias dos 90 anos da Fundação INATEL.
"Nesta exposição podem conhecer a evolução da identidade da Fundação INATEL, revisitando os momentos marcantes. Que esta visita seja para celebrar os valores da INATEL, como a cultura, solidariedade, o desporto, lazer e humanismo", declarou o presidente José Manuel da Costa Soares.
“Esta exposição é, acima de tudo, uma homenagem às pessoas que, ao longo de nove décadas, deram vida à missão da Fundação e ajudaram a fazer da INATEL uma instituição de referência na promoção do lazer, da cultura e do humanismo em Portugal”, acrescentou.
Organizada em núcleos temáticos, a mostra recorda não só iniciativas marcantes como o turismo social, os serões para trabalhadores e o cinema ambulante, como também revela os projetos da atualidade ligados ao envelhecimento ativo, voluntariado e inclusão social.
Os visitantes são envolvidos, ao longo do percurso, em experiências sensoriais, aromas e sons que se transformam numa viagem no tempo.
Nesta cerimónia inaugural houve momentos de dança com o Grupo de Folclore Monteverde, Grupo Folclórico de Fajã de Baixo, Rancho Folclórico da Golegã, Rancho Folclórico Santo Estêvão Tavira e o Rancho Folclórico da Casa do Minho em Lisboa. E houve, ainda, momentos de degustação de doçaria conventual dos Açores, Madeira, Minho, Ribatejo e Algarve, evocando os sabores da nossa identidade coletiva.
A exposição itinerante está patente em Lisboa até 3 de julho. Segue-se para outras cidades do país, reforçando a dimensão nacional da Fundação INATEL, presente em muitos pontos do nosso território, aproximando-se das vivências e tradições das comunidades que ajudam a contar a história desde a FNAT (Fundação Nacional para a Alegria no Trabalho), passando pelo INATEL (Instituto Nacional para o Aproveitamento dos Tempos Livres) à Fundação INATEL, de 1935 até à atualidade.
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