INATEL Frequência 440  2.ª Edição

  • Fase de receção de candidaturas encerrada. Os selecionados serão comunicados em breve.

 

INATEL Frequência 440 é um projeto cultural, lançado em 2025, que nasce da intenção de impulsionar a transformação do panorama musical português.

Com os olhos postos no futuro, procura criar novas oportunidades, dar visibilidade ao talento nacional cujo trabalho é fortemente inspirado na cultura e música de raiz tradicional portuguesa, e fortalecer as ligações entre quem faz e quem promove música em Portugal.

Júri

Ana Sofia Carvalheda

A história profissional de Ana Sofia Carvalheda é fácil de contar. Era uma vez uma menina que cresceu a ouvir música e ainda criança começou a ver e a vibrar com concertos ao vivo… talvez aí tenha nascido a sua paixão em saber como nasce e ganha forma uma canção. Foi na escola secundária que produziu o seu primeiro programa de Rádio, pedindo discos ao seu pai e a outros amigos da Rádio para dar a ouvir num espaço que procurava divulgar as novidades mais recentes. No início da década de 90 conseguiu um lugar para frequentar um estágio de Verão na emergente Rádio Energia e a partir daí o seu sonho ganhou os contornos da realidade. Em 1993 chegou à Antena 1 e nunca mais deixou de produzir conteúdos musicais. Três anos mais tarde foi desafiada a produzir o programa Viva a Música, com autoria e realização de Armando Carvalhêda, um desafio semanal com música do mundo lusófono ao vivo, que esteve no ar durante 24 anos. Essa experiência marcante abriu-lhe caminho para a produção de conteúdos multimédia e de televisão.

Desde fevereiro de 2022, novo desafio semanal: dar forma, nas manhãs de domingo, à Árvore de Música, um programa que parte das raízes onde se albergam memórias, histórias e tradições.
A par desta aventura de descoberta, continua a produzir e desenvolver conteúdos culturais e musicais para diferentes plataformas da RTP. O sonho de ontem é hoje a minha realidade. 

Edgar Valente

Edgar Valente é um músico, cantor e compositor português natural da Covilhã. A sua pesquisa e criação destacam-se pela infusão entre a tradição oral lusófona, os cantos polifónicos e as tendências globais musicais, incluindo da música eletrónica.

É o fundador do coletivo CRIATURA (premiado em 2021 com o Prémio INATEL nos Iberian Festival Awards) e do Coro dos Anjos (coro comunitário do bairro dos Anjos em Lisboa). É também metade do aclamado projeto Bandua, com o qual participou no Festival da Canção em 2023. E outra metade de AIÊ, projeto que reparte com o músico brasileiro Luizga. Soma apresentações e parcerias internacionais em palcos como a EXPO 25' Osaka, no Japão, Sharjah Heritage Days, nos Emirados Árabes Unidos, ou BABEL MED Marselha, em França, entre outros.

Com uma vasta experiência em projetos artísticos comunitários, lidera a plataforma de ensino heurístico Quem Tem Corpo Canta. Recentemente compôs também a banda sonora original de “Maria Vitória”, filme de Mário Patrocínio. 

Eduardo Jordão

Eduardo Jordão é músico, produtor e gestor cultural português, com um percurso marcado pelo cruzamento entre criação artística, produção musical, dinamização e programação cultural.

Com formação em Gestão de Empresas e Pós-graduação em Produção de Eventos, tem desenvolvido e acompanhado projetos culturais em diferentes contextos e territórios, destacando-se a direção e produção do festival Artes à Vila, no Mosteiro da Batalha, bem como projetos como o Jardim de Verão da Fundação Calouste Gulbenkian, Lagoas Park — Cultura à la Minute em Oeiras, Círculo de Jazz em Setúbal, Festival MED e Festival Iminente, entre outras produções. Nestes projetos cruza conhecimento artístico, planeamento estratégico e implementação de iniciativas com impacto cultural e territorial.

Contrabaixista de formação, iniciou o seu percurso no Orfeão de Leiria, aprofundando posteriormente os seus estudos no Conservatório Nacional de Lisboa e no Hot Clube de Portugal. Ao longo da sua carreira tem colaborado com diversos artistas e estruturas musicais nacionais, participando em projetos como Penicos de Prata, Não Simão, Uma Coisa em Forma de Assim, Corvos, Pedro Moutinho, Walter Benjamin, BuscaPólos, Orquestra Sinfónica Juvenil, Camarata Albert Lissy, Sara Paço, André Santos Quinteto, Fanfarrones, Baruk e Sax Shop, entre outros.

No âmbito do teatro musical e da criação interdisciplinar, colaborou com Cláudio Hochman no Teatro Nacional D. Maria II, em Um Sonho de uma Noite de Verão, e com Daniel Schvetz e Rui Rebelo no Teatro Villaret, nos projetos O Que Faz Falta e Fungága MP3. Participou ainda em criações com Ricardo Neves-Neves, no contexto do festival Curtas, através dos projetos Solene Resgate e Menos Emergências, e desenvolveu trabalho na área da performance com Ana Borges, Maria João Serrão e Cristina Delius.

Edição Anterior

Na primeira edição, foram rececionadas 54 candidaturas, de norte a sul do território continental e insular, e selecionados 8 projetos por um júri de referência no panorama artístico: Diogo Infante, Amélia Muge, Dino d’Santiago, Luís Sousa Ferreira e Mário Lopes.

No mês de março, os vencedores apresentaram-se ao vivo, dando-nos a oportunidade única de conhecer novos artistas nacionais emergentes, num ciclo de concertos de 4 dias no Teatro da Trindade.

2 março . seg | MOURA + TIPO

MOURA é o encontro entre Pedro Moura e Bruna de Moura, uma travessia sonora onde a música tradicional se reinventa num corpo experimental. Entre cordas (guitarra portuguesa e violoncelo) e texturas eletrónicas, a dupla desenha paisagens sonoras inspiradas na memória dos lugares, nas suas narrativas invisíveis e na cinematografia do som. 

No álbum de estreia, Azul Assim Apenas, cruzam-se composição e improviso numa viagem bela e, simultaneamente, intensa. 

O disco é também o primeiro sopro da Malarranha, editora fundada por Pedro Moura, que nasce do desejo de preservar e transformar a folk experimental e as tradições orais em gestos vivos e partilhados. 

Pedro Moura Guitarra portuguesa | Bruna Moura Violoncelo
Bandcamp moura--malarranha.bandcamp.com/ | Instagram sons_malarranha

 

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Vigia, o segundo longa duração de Tipo, projeto a solo de Salvador Menezes, membro cofundador de You Can’t Win, Charlie Brown, ganha forma num conjunto de 10 temas originais escritos e compostos pelo músico, que o consolidam como um dos mais promissores cantautores da sua geração.

Para estúdio, Salvador levou Pedro Branco (guitarra e baixo) e Tomás Sousa (bateria), amigos e companheiros de banda em YCWCB. Há um dueto com Inês Sousa, no tema “Reclamo Baixinho” e as participações de Leonor Arnaut e, dos também companheiros de banda, Afonso Cabral, David Santos (Noiserv) e João Gil, em “Rotinas”. Martim Sousa Tavares assinou os arranjos de orquestra e Tipo assumiu a produção.

Vigia foi misturado por Eduardo Vinhas e masterizado por Mário Barreiros e sucede a Novas Ocupações, o álbum de estreia editado em 2018, pela Pataca Discos.

Site | fproducao.pt/espectaculos/tipo_206 | Bandcamp | amusicadotipo.bandcamp.com/

3 março . ter | MAR&ILHA – Ruben Monteiro, viola braguesa e sanfona + PUÇANGA

MAR&ILHA – Ruben Monteiro, viola braguesa e sanfona é um projeto musical criado em 2019 na Ilha do Pico nos Açores com o objetivo de celebrar a Viola da Terra açoriana, explorando a sua tradição, versatilidade e potencial. 

A música do grupo cruza repertório tradicional, música de autor e influências da world music, estabelecendo pontes entre o imaginário insular e a diáspora açoriana.

O álbum de estreia, A Viola e a Viagem (2022), reúne temas tradicionais das nove ilhas, versões ligadas à diáspora e composições inéditas de autores açorianos contemporâneos. 

O projeto apresentou-se entre 2022 e 2024 em várias ilhas dos Açores, no continente português e na Madeira. Em 2025, MAR&ILHA lançou o segundo álbum, Cordas Primas, que estabelece um diálogo entre a Viola da Terra e outros cordofones portugueses e brasileiros. 

Sara Miguel Voz | Jorge“Canarinho”Silva Viola da Terra, Guitarra | Manú Teixeira Percussão | AndréGoulart Convidado residente
Linktree linktr.ee/mareilhapico

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Puçanga é o projeto da cantora, compositora e produtora radicada em Portugal, cuja identidade artística se inspira no significado ancestral da palavra “puçanga”, associada a poções e remédios tradicionais. 

A sua música caracteriza-se por vocais intensos e expressivos, linhas de baixo profundas e uma eletrónica experimental de forte impacto emocional.

Inspirado pelo folclore, pelas canções de resistência e por questões sociais contemporâneas, o projeto aborda temas como justiça social, feminismo e a complexidade das emoções humanas. 

Linktree linktr.ee/pucanga

16 março . seg | NATIVO + AMICITIA CHORUS

A nossa herança imaterial é conduzida pela permanente regeneração, e essa transformação é o motor para o futuro da autodescoberta. Após 20 anos de profundo estudo, formação e percurso ligados à música de raiz, Tiago Manuel Soares apresenta-se a solo, com a percussão tradicional portuguesa como ponto central da narrativa, num espetáculo multimédia pioneiro. 

Nativo vai à descoberta de novas estéticas, numa visão contemporânea da diversidade deste património imaterial português, vista aos olhos de artistas atuais que nunca se desconectaram das suas raízes.                       “O bater inexorável dos corações produtores, os tambores…” (“FMI”, José Mário Branco)

Site www.tiagomanuelsoares.com | Instagram tiagomanuelsoares

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Amicitia Chorus nasce da vontade de ouvir o património musical português como matéria viva. Fundado em 2018, o coro é espaço de experimentação onde a tradição não é preservada como relíquia, mas ativada como possibilidade criativa. Parte das raízes para abrir caminho, cruzando o rigor da prática coral com a perceção atenta ao que ficou nas vozes do povo.

O trabalho do coro desenvolve-se em três eixos: reinterpretação de repertório tradicional, adaptação de temas de autor e criação de originais inspirados em fontes etnográficas e cultura imaterial. A direção artística de Ricardo Leão conta com a colaboração dos compositores convidados Cláudio Barruma, Sílvio Cortez, Ricardo Fráguas, Joaquim Dias e Francisco Ribeiro.

Sopranos Francisca Fumega, Inês Barreiros, Inês Nogueira | Altos Joana Póvoa, Lúcia Carvalho, Helena Barbosa | Tenores Márcio Duarte, Telmo Sousa, Ricardo Evaristo | Baixos Cláudio Barruma, Rafael Moreira
Linktree | linktr.ee/amicitiachorus 

17 março . ter | A COR DAS ALGAS + FILIPA SANTOS e MIGUEL MOREIRA

Trio instrumental composto por percussão, acordeão e viola braguesa, nascido da vontade de explorar texturas sonoras únicas, rejeitando rótulos estilísticos rígidos e preferindo criar espaços onde a improvisação se cruza com a canção, e o som de cada instrumento se torna voz de um imaginário coletivo.

A sonoridade de A Cor das Algas evoca paisagens, atmosferas e estados de espírito. É música que escuta e respira. Como as algas, flutua entre formas, cores e significados - difícil de rotular, mas impossível de esquecer.

"As algas - ainda que o pareçam - nada têm de vulgar. As suas cores são brandas, mas não abrem mão da sua natureza... São algas.” 

André NO Percussão | Pedro João Viola Braguesa | João Dantas Ferreira Acordeão | Colin Girod Engenheiro de Som
Instagram | a_cor_das_algas

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Projeto de música exploratória nascido em 2013, no Porto, que junta os multi-instrumentistas Filipa Santos e Miguel Moreira. O duo toca música escrita e improvisada, com uma vertente experimental e uso da eletrónica, resultando numa mescla entre acústico e eletrónico, música antiga e moderna, música estruturada e livre. As influências e imaginário musical vão desde o património imaterial português ao jazz e improviso, com uma abordagem contemporânea repleta de ambientes inesperados.

Os seus trabalhos editados, Alta vai a lua (2015) e STOP Sessions (2020), refletem a identidade sonora do duo e o interesse por ambientes imersivos e narrativas musicais abertas. 

Filipa Santos Composição, Saxofone Alto, Flautas, Voz, Gaita-de-Foles, Eletrónica | Miguel Moreira Composição, Guitarra Elétrica, Eletrónica
Bandcamp salgueirinha.bandcamp.com/ | Instagram its.salgueirinha