Apresentação da obra “Fundação INATEL – Uma Fotobiografia 1935-2025” no MNSR
Uma "viagem no tempo que revisita momentos irrepetíveis de lazer da Fundação INATEL"
A obra “Fundação INATEL – Uma Fotobiografia 1935-2025”, apresentada no Museu Nacional Soares dos Reis, Porto, no dia 26 de março, reúne imagens que documentam os momentos mais relevantes da vida da instituição, ao assinalar 90 anos de atividade. Através da perspetiva singular de diversos fotógrafos, acompanhamos a história da FNAT e a transição para Fundação INATEL, ao longo de nove décadas.
“No ano em que comemorámos o 90.º aniversário da Fundação INATEL, fomos ao baú fotográfico, ao nosso vasto património, e este livro é uma viagem no tempo, que revisita momentos irrepetíveis de lazer e bem-estar, salvaguardando pedaços da nossa história”, afirmou o presidente da Fundação INATEL, José Manuel da Costa Soares.
O jornalista de cinema, escritor e apresentador de televisão Mário Augusto, referiu-se a esta seleção de 250 fotos, entre as 50 000 que completam o arquivo da INATEL, como uma tarefa "hercúlea", equiparada a "um livro de histórias, porque cada imagem tem a sua história contada através de fotografias, não faltando o enquadramento histórico, década a década”, acrescentando que se trata de um "documento" que "é um marco histórico não só para a instituição, mas também para o país”.
António Ponte, diretor do Museu Soares dos Reis, anfitrião desta sessão, congratulou a INATEL pela sua atividade e capacidade para "fixar memórias", num período da nossa história de excesso e saturação visual, com a proliferação massiva de fotografias e vídeos, consumidos diariamente por meio dos muitos e diversos canais de comunicação. Frisando o importante papel da Fundação INATEL enquanto agente de promoção da Cultura, de produção cultural e de criação de condições para a sua democratização, ao longo de 90 anos, clarificou que também aos museus importa atribuir essa responsabilidade maior, de promover a “democracia institucional cultural”, permitindo aos visitantes manifestarem os seus interesses e apetências, já que é "ao serviço do bem-estar das pessoas" que a arte deve posicionar-se.
António Ponte destacou ainda o papel das artes e da cultura na promoção da saúde mental e bem-estar, assinalando que, no futuro, a saúde não se limitará a tratar doenças, mas a antecipá-las e a preveni-las, com o conceito de "prescrição cultural" a ganhar dimensão através da humanização dos cuidados e da promoção de estilos de vida culturalmente ativos: "É importante que as pessoas saiam de casa. Promovemos a cultura para todos." Quase a celebrar 200 anos, o Museu Nacional Soares dos Reis é pioneiro na implementação do projeto "Arte e Saúde", que, juntamente com o Centro Hospitalar Universitário de Santo António, coloca a arte ao serviço da saúde, selecionando e reproduzindo obras do acervo do Museu em diversos locais do Centro Hospitalar, tornando os espaços mais humanizados e com novos motivos de interesse para todos os utentes, provando que a cultura “faz a diferença” na vida de cada indivíduo.
A sessão incluiu um momento musical protagonizado pelo pianista Pedro Barosa.


