Classificada como Monumento Nacional, é também conhecida por Igreja de Sta. Maria Maior, a mais importante e antiga de Lisboa. Edificada após a reconquista da cidade aos mouros, em 1147, foi construída sobre uma antiga mesquita muçulmana, tendo adotado um esquema idêntico ao da Sé de Coimbra, com 3 naves, trifório sobre as naves laterais, transepto saliente e cabeceira tripartida.
Com predomínio do estilo românico-gótico e alguns pormenores barrocos e neoclássicos, a Sé é o resultado de sucessivas intervenções, sendo que as campanhas de restauro da 1.ª metade do séc. XX procuraram devolver-lhe a sua traça medieval.
No interior destacam-se a Capela de Bartolomeu de Joanes, o claustro gótico dionisino, a cabeceira com deambulatório, e as escavações sob o claustro (desde 1990), que puseram a descoberto as sucessivas ocupações deste espaço (até à época islâmica).
A Sé inclui uma coleção visitável designada por "Tesouro da Sé Patriarcal". Os objetos expostos, organizados cronologicamente entre os séculos XVI e XIX, percorrem áreas artísticas tão diversas como a ourivesaria, paramentaria e outros têxteis, escultura, pintura e livro.
É um monumento de enorme valor histórico, arquitetónico, religioso e espiritual que vale a pena conhecer melhor.