Ciclo de Concertos | Teatro da Trindade INATEL, Lisboa

 

02 · 03 · 16 · 17 março | 21h00 | Teatro da Trindade, Sala Carmen Dolores

 

INATEL Frequência 440 é um projeto cultural, lançado em 2025, que nasce da intenção de impulsionar a transformação do panorama musical português.

Com os olhos postos no futuro, procura criar novas oportunidades, dar visibilidade ao talento nacional cujo trabalho é fortemente inspirado na cultura e música de raiz tradicional portuguesa, e fortalecer as ligações entre quem faz e quem promove música em Portugal.

Na primeira edição, foram rececionadas 54 candidaturas, de norte a sul do território continental e insular, e selecionados 8 projetos por um júri de referência no panorama artístico: Diogo Infante, Amélia Muge, Dino d’Santiago, Luís Sousa Ferreira e Mário Lopes.

No mês de março, os vencedores apresentam-se ao vivo, dando-nos a oportunidade única de conhecer novos artistas nacionais emergentes, num ciclo de concertos de 4 dias no Teatro da Trindade.

2 março . seg | MOURA + TIPO

MOURA é o encontro entre Pedro Moura e Bruna de Moura, uma travessia sonora onde a música tradicional se reinventa num corpo experimental. Entre cordas (guitarra portuguesa e violoncelo) e texturas eletrónicas, a dupla desenha paisagens sonoras inspiradas na memória dos lugares, nas suas narrativas invisíveis e na cinematografia do som. 

No álbum de estreia, Azul Assim Apenas, cruzam-se composição e improviso numa viagem bela e, simultaneamente, intensa. 

O disco é também o primeiro sopro da Malarranha, editora fundada por Pedro Moura, que nasce do desejo de preservar e transformar a folk experimental e as tradições orais em gestos vivos e partilhados. 

Pedro Moura Guitarra portuguesa | Bruna Moura Violoncelo
Bandcamp moura--malarranha.bandcamp.com/ | Instagram sons_malarranha

 

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Vigia, o segundo longa duração de Tipo, projeto a solo de Salvador Menezes, membro cofundador de You Can’t Win, Charlie Brown, ganha forma num conjunto de 10 temas originais escritos e compostos pelo músico, que o consolidam como um dos mais promissores cantautores da sua geração.

Para estúdio, Salvador levou Pedro Branco (guitarra e baixo) e Tomás Sousa (bateria), amigos e companheiros de banda em YCWCB. Há um dueto com Inês Sousa, no tema “Reclamo Baixinho” e as participações de Leonor Arnaut e, dos também companheiros de banda, Afonso Cabral, David Santos (Noiserv) e João Gil, em “Rotinas”. Martim Sousa Tavares assinou os arranjos de orquestra e Tipo assumiu a produção.

Vigia foi misturado por Eduardo Vinhas e masterizado por Mário Barreiros e sucede a Novas Ocupações, o álbum de estreia editado em 2018, pela Pataca Discos.

Site | fproducao.pt/espectaculos/tipo_206 | Bandcamp | amusicadotipo.bandcamp.com/

3 março . ter | MAR&ILHA + PUÇANGA

MAR&ILHA é um projeto musical criado em 2019 na Ilha do Pico nos Açores com o objetivo de celebrar a Viola da Terra açoriana, explorando a sua tradição, versatilidade e potencial. 

A música do grupo cruza repertório tradicional, música de autor e influências da world music, estabelecendo pontes entre o imaginário insular e a diáspora açoriana.

O álbum de estreia, A Viola e a Viagem (2022), reúne temas tradicionais das nove ilhas, versões ligadas à diáspora e composições inéditas de autores açorianos contemporâneos. 

O projeto apresentou-se entre 2022 e 2024 em várias ilhas dos Açores, no continente português e na Madeira. Em 2025, MAR&ILHA lançou o segundo álbum, Cordas Primas, que estabelece um diálogo entre a Viola da Terra e outros cordofones portugueses e brasileiros. 

Sara Miguel Voz | Jorge“Canarinho”Silva Viola da Terra, Guitarra | Manú Teixeira Percussão | AndréGoulart Convidado residente
Linktree linktr.ee/mareilhapico

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Puçanga é o projeto da cantora, compositora e produtora radicada em Portugal, cuja identidade artística se inspira no significado ancestral da palavra “puçanga”, associada a poções e remédios tradicionais. 

A sua música caracteriza-se por vocais intensos e expressivos, linhas de baixo profundas e uma eletrónica experimental de forte impacto emocional.

Inspirado pelo folclore, pelas canções de resistência e por questões sociais contemporâneas, o projeto aborda temas como justiça social, feminismo e a complexidade das emoções humanas. 

Linktree linktr.ee/pucanga

16 março . seg | NATIVO + AMICITIA CHORUS

A nossa herança imaterial é conduzida pela permanente regeneração, e essa transformação é o motor para o futuro da autodescoberta. Após 20 anos de profundo estudo, formação e percurso ligados à música de raiz, Tiago Manuel Soares apresenta-se a solo, com a percussão tradicional portuguesa como ponto central da narrativa, num espetáculo multimédia pioneiro. 

Nativo vai à descoberta de novas estéticas, numa visão contemporânea da diversidade deste património imaterial português, vista aos olhos de artistas atuais que nunca se desconectaram das suas raízes.                       “O bater inexorável dos corações produtores, os tambores…” (“FMI”, José Mário Branco)

Site www.tiagomanuelsoares.com | Instagram tiagomanuelsoares

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Amicitia Chorus nasce da vontade de ouvir o património musical português como matéria viva. Fundado em 2018, o coro é espaço de experimentação onde a tradição não é preservada como relíquia, mas ativada como possibilidade criativa. Parte das raízes para abrir caminho, cruzando o rigor da prática coral com a perceção atenta ao que ficou nas vozes do povo.

O trabalho do coro desenvolve-se em três eixos: reinterpretação de repertório tradicional, adaptação de temas de autor e criação de originais inspirados em fontes etnográficas e cultura imaterial. A direção artística de Ricardo Leão conta com a colaboração dos compositores convidados Cláudio Barruma, Sílvio Cortez, Ricardo Fráguas, Joaquim Dias e Francisco Ribeiro.

Sopranos Francisca Fumega, Inês Barreiros, Inês Nogueira | Altos Joana Póvoa, Lúcia Carvalho, Helena Barbosa | Tenores Márcio Duarte, Telmo Sousa, Ricardo Evaristo | Baixos Cláudio Barruma, Rafael Moreira
Linktree | linktr.ee/amicitiachorus 

17 março . ter | A COR DAS ALGAS + FILIPA SANTOS e MIGUEL MOREIRA

Trio instrumental composto por percussão, acordeão e viola braguesa, nascido da vontade de explorar texturas sonoras únicas, rejeitando rótulos estilísticos rígidos e preferindo criar espaços onde a improvisação se cruza com a canção, e o som de cada instrumento se torna voz de um imaginário coletivo.

A sonoridade de A Cor das Algas evoca paisagens, atmosferas e estados de espírito. É música que escuta e respira. Como as algas, flutua entre formas, cores e significados - difícil de rotular, mas impossível de esquecer.

"As algas - ainda que o pareçam - nada têm de vulgar. As suas cores são brandas, mas não abrem mão da sua natureza... São algas.” 

André NO Percussão | Pedro João Viola Braguesa | João Dantas Ferreira Acordeão | Colin Girod Engenheiro de Som
Instagram | a_cor_das_algas

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Projeto de música exploratória nascido em 2013, no Porto, que junta os multi-instrumentistas Filipa Santos e Miguel Moreira. O duo toca música escrita e improvisada, com uma vertente experimental e uso da eletrónica, resultando numa mescla entre acústico e eletrónico, música antiga e moderna, música estruturada e livre. As influências e imaginário musical vão desde o património imaterial português ao jazz e improviso, com uma abordagem contemporânea repleta de ambientes inesperados.

Os seus trabalhos editados, Alta vai a lua (2015) e STOP Sessions (2020), refletem a identidade sonora do duo e o interesse por ambientes imersivos e narrativas musicais abertas. 

Filipa Santos Composição, Saxofone Alto, Flautas, Voz, Gaita-de-Foles, Eletrónica | Miguel Moreira Composição, Guitarra Elétrica, Eletrónica
Bandcamp salgueirinha.bandcamp.com/ | Instagram its.salgueirinha

Júri

Diogo Infante

Um dos mais reconhecidos atores portugueses, conta com uma carreira de mais de 30 anos. Formou-se na Escola Superior de Teatro e Cinema, em 1991. Tem desenvolvido o seu trabalho como ator no teatro, cinema e televisão. Encenou vários espetáculos e, em 2019, estreou-se na realização com a curta metragem Olga Drummond. Foi Diretor Artístico do Maria Matos Teatro Municipal e do Teatro Nacional D. Maria II. Desde 2017, assume a Direção Artística do Teatro da Trindade INATEL.

Amélia Muge

Cantora, compositora, poetisa, ilustradora, tem um percurso marcado pelo diálogo entre tradição e modernidade, explorando cruzamentos musicais, literários e culturais. Reconhecida pelo seu universo vocal singular e pelas composições para fado e música tradicional, tem colaborações com artistas e grupos como Sopa de Pedra e Ricardo Ribeiro. O álbum Amélias (2022) foi destacado pela revista Songlines como um dos 10 melhores produzidos em Portugal nos últimos 5 anos. Em 2024 lançou o livro-álbum Um gato é um gato, reconhecido pela Visão como um dos 5 melhores livros infantojuvenis do ano. Em 2025, participou no projeto Conta-me, com Ana Lua Caiano, e nas Correntes d’Escritas, na Póvoa de Varzim.

Dino D’Santiago

Músico, compositor, artista plástico, curador, escritor, empreendedor social, filho de cabo-verdianos, tornou-se o artista mais premiado de Portugal, ao combinar elementos da soul, hip-hop, batuku e funaná. Fundador dos projetos Lisboa Criola e Sou Quarteira, foi distinguido internacionalmente como uma das 100 pessoas afrodescendentes mais influentes e condecorado com a Medalha de Mérito Cultural. Embaixador do Turismo de Cabo Verde, premiado nos Cabo Verde Music Awards e nomeado aos Latin Grammy, tem sido curador dos Jardins de Verão Gulbenkian e da Fundação Gulbenkian Paris. Dirige a ópera Adilson, é Embaixador do Projeto VOAR (UNICEF), cofundador da ONGD Mundu Nôbu e autor do livro Cicatrizes, lançado em 2025.

Luís Sousa Ferreira

Adjunto da Direção Artística do Teatro Nacional D. Maria II, com especial foco no projeto Odisseia Nacional, acumula funções como docente na ESAD das Caldas da Rainha e diretor artístico do projeto Aldear da região do Douro, Tâmega e Sousa. Fundou a empresa Riscado (2022), dedicada à consultoria, programação e projetos de coesão territorial. Entre 2016 e 2022 dirigiu o projeto 23 Milhas, em Ílhavo, e foi fundador e diretor do festival Bons Sons (2006–2019). Com experiência em produção, programação e design, colaborou no Braga’27, Caminhos do Médio Tejo e Experimentadesign. É cronista na revista Gerador.

Mário Lopes

Nasceu em Coimbra em 1977 e é licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa. Iniciou-se no jornalismo no Blitz (1999), passou pelo Diário de Notícias e pelo Ípsilon do Público, onde trabalha até hoje. Colaborou com programas de rádio, destacando-se a dupla com Joaquim Albergaria na Vodafone FM (Dois Homens e Um Disco) e na Antena 3 (O Disco Disse). Assinou as séries 40 Anos de Punk e Quando Só Queríamos Ser Um Dos Strokes, escreveu prefácios das obras 10 Anos de Vadiagem (Dead Combo) e Livre Arbítrio (Allen Halloween), e é autor de A Ganhar ou a Perder – Um Ano de Sporting (2015).

TEATRO DA TRINDADE INATEL Rua Nova da Trindade, 9, 1200-301 Lisboa

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Horário em dias de espetáculo Ter. – 18h00 às 21h30 | Qua. a Sáb. – 18h00 às 21h30 | Dom. – 15h00 às 19h30
Horário sem espetáculo Qua. a Sáb. – 18h00 às 20h00 | Dom. – 15h00 às 18h00 Horário sujeito a alterações, de acordo com a programação
Informações bilheteira.trindade@inatel.pt (Contacto preferencial) | +351 213 420 000 (Chamada para a rede fixa nacional)

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