ART’INATEL Residências Artísticas


A Fundação INATEL lançou, em 2025, a 1.ª edição do programa ART’INATEL – Residências Artísticas, uma iniciativa estratégica que reforça o compromisso da instituição com a democratização do acesso à cultura, o fortalecimento do tecido artístico nacional e a valorização das comunidades locais.

O programa apoia projetos inovadores nas áreas da música, dança e teatro, promovendo a criação artística em contexto de residência e incentivando o contacto direto entre artistas e territórios.


Programa

As candidaturas para a edição de 2025 decorreram entre julho e agosto e encontram-se atualmente encerradas.

Neste momento, decorrem residências artísticas nas unidades hoteleiras da Fundação INATEL em Cerveira, Luso, Manteigas, Foz do Arelho, Caparica e Albufeira, proporcionando aos artistas selecionados um ambiente de imersão criativa, partilha e intercâmbio cultural.

Ao longo do desenvolvimento das residências, a Fundação INATEL irá divulgar o seu progresso e resultados através dos canais de comunicação regulares e redes sociais.

Regulamento da Edição 2025 (disponível para consulta)

 

Projetos e Artistas Premiados

A Fundação INATEL distinguiu oito artistas com o prémio ART’INATEL – Residências Artísticas.

A cerimónia de entrega dos prémios realizou-se a 17 de novembro, assinalando o sucesso da 1.ª edição, que contou com 37 candidaturas provenientes de todo o país. O evento contou com a presença da Vice-Presidente, Eduarda Marques, e da Administradora, Teresa Costa. 

Notícia
Dossier de Imprensa

  • Avesso às avessas (Teatro) – Adriana Campos
  • Do.Outro.Lado.Do.Espelho (Música) – Bruno Pinto
  • inAÇÃO: Laboratório Musical (Música) – Rodrigo Teófilo
  • MÁXIMO (Música) – Máximo Francisco
  • NA IDADE MAIOR (Dança) – João Pires e Diana Sousa
  • O tempo que mora no gesto (Dança) – Rute Vitorino
  • Royal Bermuda (Música) – Diogo Esparteiro
  • SouReal (Teatro/Dança) – António Pedro Santos Leitão

Avesso às avessas | Teatro (Coimbra)

Adriana Campos (intérprete, encenadora e arte educadora) | adriana.campos.7923

Espetáculo-oficina que parte de um folhetim literalmente “Às avessas”, semelhante aos que podemos encontrar ao virar da esquina, para desafiar alunos do 2.º e 3.º ciclos a ver e a imaginar outras realidades na sala de aula. Sem aviso prévio, uma Personagem Sem Medo convoca-os a esgravatar a imaginação e a reagir poeticamente diante de um mundo às avessas. Inspirado num clássico da literatura portuguesa, sugere que todos aqueles que - nas escolas ou em espaços informais - não estão espantados de existir possam fazer uma excursão ao lado de lá dos muros, escrevendo novos mundos e desenhando um panfleto saudoso de futuro.

Trabalhos recentes
https://adrianacampos.my.canva.site/adriana-campos 
https://www.facebook.com/61571130294979/videos/1134103048055719 
https://www.facebook.com/watch/?v=249146713188903 

Do.Outro.Lado.Do.Espelho | Música (Porto)

Bruno Pinto (compositor) | loopa.gency

Residência artística criada a partir do Conservatório de Música do Porto, reconhecida na sua capacitação educativa, que coloca em circulação um programa artístico de música contemporânea, reunindo o compositor Bruno Miguel, o orquestrador Bruno Ferreira, do Royal Conservatory Of Antwerp, o escritor Daniel Jonas, as cantoras Catarina Valadas e Teresa Sarmento, instrumentistas como a harpista Catarina Rebelo e o percussionista (marimba) André Nadais, e jovens de escolas e formações de música, fora de grandes centros urbanos, num processo de descentralização cultural, proporcionando a estes intérpretes uma experiência de desenvolvimento artístico com o sector profissional. A atividade cultural culmina num espetáculo único, gratuito para toda a comunidade local, promovendo a democratização do acesso a produções contemporâneas em regiões com menor oferta artística.
Trabalhos recentes https://www.instagram.com/papercutz 

inAÇÃO: Laboratório Musical | Música (Fundão)

Rodrigo Teófilo (intérprete violino) | Quarteto Transversal | quarteto.transversal

Proposta de experiência musical onde o processo de criação se estende ao público. Durante seis dias consecutivos, o espaço de ensaio transforma-se num lugar de encontro, escuta e cocriação, que culminará na apresentação final integrando a experiência coletiva construída ao longo dos dias. O processo de cocriação consiste na adição de sons à música original com recurso a meios eletrónicos de forma a criar uma paisagem sonora composta por todos os envolventes e, dar assim, uma nova roupagem à obra original. Em cada dia, pretende-se criar um “interlúdio do dia” oferecendo ao público - equipa trabalhadora, hóspedes, entre outros - momentos de descontração com a interpretação de obras musicais de curta duração.
Trabalhos recentes https://www.youtube.com/watch?v=9-sIeWR5sLY |
https://www.youtube.com/watch?v=ODAqGF0UzOY&list=RDODAqGF0UzOY&start_radio=1 
 

MÁXIMO | Música (Lisboa)

Máximo Francisco (compositor, produtor, pianista) | maximo_francisco

Extensão do projeto em nome próprio MÁXIMO, com a integração de outros artistas no processo criativo: artista plástico e de eletrónica-experimental 'Plástico' (William Hawkey), um contrabaixo e uma terceira pessoa (a definir), e Miguel Faustino, na captação visual durante a residência. Cada elemento incorporará a sua linguagem própria e uma experiência sólida em diferentes géneros e formatos, e o uso da eletrónica - através da manipulação de áudio, sampling e processamento - funcionará como motor de ligação entre instrumentos acústicos, samples e outro material musical que possa surgir. A residência culminará numa apresentação pública, incentivando o contacto intergeracional e a relação ativa entre artistas e território.

Trabalhos recentes PANGEA (álbum) https://tr.ee/JrGdQysv7U | Residência. (álbum) https://tr.ee/erw4SHa6Mp | Greatest Hits (álbum) https://open.spotify.com/album/6sJKmun7czhMYkWROZhQF8 | MALHA (single) https://tr.ee/tNFaqPOjks  

NA IDADE MAIOR | Dança (Lisboa)

João Pires (autor, compositor, guitarrista) | joao.piresoficial

“A velhice é uma arte de saber morrer”, sussurra Montaigne, e é desse sussurro — ao mesmo tempo brisa e tempestade — que nasce Na Idade Maior, criação de João Pires e Diana Sousa Lara. Um espetáculo tecido com fios de tempo e carne, onde o envelhecer não é ruína, mas rito. Uma travessia que nos convida a escutar os silêncios do corpo, a dança da memória, o sopro da existência que resiste mesmo quando tudo parece ceder. Neste território em que a pele fala e o olhar carrega séculos, celebramos a vastidão da vida. Corpos outrora invisibilizados surgem agora como paisagem e poesia — não deteriorados, mas densos de histórias, frágeis de força e belos na felicidade e na dor. Na Idade Maior nasce do encontro com quem já caminhou muito. Escutamos. Sentimos. Criamos. E das vozes enrugadas, das mãos que tremem e das lembranças que brilham, compomos uma ode à velhice — essa estação da alma onde o fim não é ocaso, mas transformação. É um convite: que se olhe a velhice com olhos novos através da tentativa de entrelaçar teatro, vídeo e música. Um convite a que nos desfaçamos do medo. Que se reconheça a arte de seguir vivendo… até ao último ato, com lucidez, coragem e encantamento.

Trabalhos recentes https://drive.google.com/drive/folders/1X7cyCTS_DPi-WDB1UYfht3m9bbWNpO8A

O tempo que mora no gesto | Dança (Leiria)

Rute Vitorino (diretora artística, bailarina) | CORPO Companhia de Dança | corpo.companhia

Residência artística de sete dias que investiga a relação entre corpo, memória e território, através de oficinas de movimento com a comunidade local, dando especial atenção à população sénior. A proposta parte da recolha de gestos esquecidos, sons do quotidiano e memórias orais para compor uma partitura corporal coletiva e sensível, que será partilhada de forma informal com a comunidade no final da residência. Combinando práticas de escuta ativa, improvisação e composição contemporânea, a residência transforma histórias de vida em material artístico vivo, num ambiente onde o corpo se torna arquivo afetivo, cultural e político.

Trabalhos recentes https://www.youtube.com/watch?v=GVIqN0ypoP4 | https://www.youtube.com/watch?v=oDkEayk4TWA | https://www.youtube.com/watch?v=7-7gRyX2-B4 

Royal Bermuda | Música (Lisboa)

Diogo Esparteiro (compositor, intérprete) | royalbermuda_pt

Exótica saudade. Esta é cantada por duas ninfas de madeira e corda, que vindo ao mundo pela própria mão de André Parafina e Diogo Esparteiro, não podiam senão trautear cânticos de almas perdidas que tanto deambulam por searas douradas como naufragam em eternas baías. Profundamente enraizados na tradição portuguesa e sempre presentes na vida boémia lisboeta, os Royal Bermuda recriam platónicas viagens com ritmos latino-americanos e melodias que evocam o Mediterrâneo, da Ibéria aos Balcãs. Bebem do fado, milonga, chorinho e folclore europeu, numa fusão atlântica sem precedentes, louvando toda a riqueza e diversidade que conhecem, sem nunca perderem o inevitável sotaque português que os caracteriza. Ao serviço da música procuram criar uma banda sonora para o coletivo presente, a mesma música que servirá de forma muito pessoal cada um de nós.

Trabalhos recentes https://youtu.be/2JqK-5wDZ1I?si=34vtskyNeVAOeVoh | https://open.spotify.com/intl-pt/artist/2IvpGxRjmROXKWi7rgTFBM?si=5h4Y51ZHQOyfjiN7b48oPQ

SouReal | Teatro/Dança (Guarda)

António Pedro Santos Leitão (ator, dramaturgo) | __plei__