As políticas sociais de ocupação dos tempos livres dos trabalhadores
O Movimento Internacional Alegria e Trabalho

A população madeirense observando os turistas alemães da Kraft Durch Freude, 1936

Após a Primeira Grande Guerra os regimes autoritários da Europa implementaram programas de ação institucional e doutrinária de domínio das classes trabalhadoras e passaram a incluir o turismo e o lazer nos projetos sociais, gerando uma vaga internacional que viria a denominar-se Movimento Internacional Alegria e Trabalho.

O movimento teve origem em Itália no ano de 1925, quando Mussolini incorpora na Carta do Trabalho a Obra Nacional dos Tempos Livres (Dopolavoro), um serviço encarregado de organizar o lazer dos trabalhadores, especificamente as suas férias. O modelo seria reproduzido pela Alemanha de Hitler, surgindo em 1933 a Força pela Alegria (Kraft durch Freude). No nosso país, o “Estado Novo” procedeu à adoção das mesmas políticas estatais respeitantes aos tempos livres dos trabalhadores, incorporando-as no âmago da FNAT. Um pouco por toda a Europa surgiram depois organizações semelhantes, criadas pelas restantes ditaduras.

O Movimento Internacional Alegria e Trabalho:
1925 - Itália - “Obra Nacional dos Tempos-livres” - “Opera Nazionale Dopolavoro”
1933 - Alemanha - “Força pela Alegria” - “Kraft durch freude”,
1935 - Portugal - FNAT, “Fundação Nacional para a Alegria no Trabalho”,
1937 - Grécia - “Saúde dos Trabalhadores”, “Ergatixi Estia”,
1940 - Espanha - “Educação e Descanso”, “Educación y Descanso”.