A institucionalização do turismo social
Um momento do I Grande Cruzeiro Pescaria às ilhas adjacentes, 1957

O Turismo Social institucional teve um grande desenvolvimento a partir de 1948, quando a Declaração Universal dos Direitos Humanos reconhece que: “Toda a pessoa tem direito ao repouso e aos lazeres e, especialmente, a uma limitação razoável da duração do trabalho e a férias periódicas pagas.” (ONU, 1948, art. 24), o que leva à criação da International Federation of Popular Travel Organization (IFPTO) em 1950. Com a criação deste organismo, surgem também diversas declarações, conferências e congressos que enfatizam o empenho na demanda de um turismo para todos.

Por esta altura, a nova orgânica da FNAT abarcava já novas competências de representação e defesa do corporativismo português junto das organizações internacionais, pelo que em 1956 a organização se faz representar no I Congresso Internacional de Turismo Social, em Berna. O Congresso institucionalizará o termo “Turismo Social”, antes denominado “Turismo Popular”, sendo a Fédération Internationale de Tourisme Social (FITS) criada nesse mesmo ano.

Não havendo concordância sobre o conceito de Turismo Social, devido ao seu desenvolvimento assimétrico de país para país, foi criado em 1963 o Bureau International du Tourisme Social (BITS), englobando as instituições públicas (a FNAT torna-se membro em 1971), e organismos privados independentes com atividade no âmbito do turismo social, o que levou à aprovação do documento fundamental da defesa dos princípios do turismo social: a Carta de Viena de 1972 que estabelece que «o turismo faz parte integrante da vida social contemporânea e, por esse fato, o acesso ao turismo deve ser considerado como um direito inalienável do indivíduo».