Concurso de Composição ara Orquestra de Sopros

O Concurso de Composição para Orquestra de Sopros resulta de uma parceria entre a Fundação INATEL, organização que tem como missão a promoção de actividades de ocupação de tempos livres e lazer, contribuindo para a inclusão social de todos os cidadãos, e a Banda Sinfónica do Exército.

A primeira edição do Concurso de Composição para Orquestra de Sopros surgiu em 2012. Com o objectivo de fomentar e valorizar a escrita musical para esta formação, e aberto a autores de todas as nacionalidades residentes em Portugal, este concurso premiou ao longo do tempo compositores que se encontram no activo e bem integrados no meio musical português: Nelson Jesus, Alain Machado, Fábio Cachão, João Malha, entre outros.

Ao vencedor é sempre atribuído um prémio monetário, bem como a edição e publicação da partitura. As menções honrosas são também agraciadas com a edição da partitura e com um fim-de-semana para duas pessoas numa unidade hoteleira da Fundação INATEL.

Por norma, o Concerto dos Laureados do Concurso de Composição para Orquestra de Sopros é uma cerimónia de entrega dos prémios que é realizada no Teatro da Trindade e que conta com a execução da obra vencedora e da menção honrosa pela Banda Sinfónica do Exército.

Na 8.ª edição do Concurso, lançada em 2019, foi declarado vencedor o compositor Rui Pinho, com a obra The Passion of the Christ. Foi atribuída menção honrosa à obra After the Chaos do compositor Rui Rodrigues. Perante o cenário de crise sanitária, o habitual concerto de laureados foi substituído por uma cerimónia de entrega de prémios no Salão Nobre do Teatro da Trindade.

Vencedor da 8.ª Edição do Concurso de Composição para Orquestra de Sopros
Rui Pinho

Nasceu em Aveiro em 1985. Iniciou os seus estudos musicais aos nove anos na Banda Amizade — Banda Sinfónica de Aveiro. Frequentou o Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Aveiro na Classe de Percussão de Paulo Oliveira. Ingressou mais tarde na Classe de Percussão da Escola Profissional de Artes da Covilhã (EPABI), onde trabalhou com Isabel Silva, Ismael Silva e Edgar Araújo. Em 2011 continuou os seus estudos na Universidade de Aveiro, em Composição, com Isabel Soveral e Sara Carvalho, onde se manteve até 2014.

Menção Honrosa da 8.ª Edição do Concurso de Composição para Orquestra de Sopros
Rui Rodrigues

Iniciou os seus estudos de piano aos oito anos com João Baltazar, ingressando no Conservatório das Caldas da Rainha aos dez. Em 2006 concluiu os estudos musicais de conservatório na Escola de Música de Santarém, na classe de Maria Filomena Campos, e é aceite na Classe de Piano de Miguel Borges Coelho na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo (ESMAE), no Porto. Paralelamente, participou em várias masterclassesde aperfeiçoamento pianístico com professores de renome como Vitaly Margulis, Luiz de Moura Castro, Paul Badura-Skoda e Madalena Soveral. Ao longo dos seus estudos obtém diversos prémios em concursos de piano, destacando-se o primeiro lugar ex-aequo no Concurso Helena Sá e Costa, em 2009, que lhe permitiu estrear-se como solista com o 3.º Concerto para Piano e Orquestra de Béla Bartók sob a batuta de Pedro Neves.
Em 2010 inicia os seus estudos em direcção orquestral com o maestro Jean-Sébastien Béreau no Conservatório de Lille. No ano seguinte é aceite na Universidade de Música e Artes Performativas de Viena, onde conclui o Mestrado em Correpetição, estudando com Konrad Leitner, e o de Direcção Orquestral, com Johannes Wildner, tendo aprofundado os seus conhecimentos com os maestros Uros Lajovic, Simeon Pironkoff e Mark Albrecht. 
Em 2015 tem o seu début operático com a ópera Mare nostrum de Mauricio Kagel e, no ano seguinte, o encenador Hannes Schladebach convida-o a a desempenhar as funções de director musical e preparador vocal numa produção da ópera de Monteverdi L’incoronazione di Poppea. Ainda em Viena teve a oportunidade de dirigir a Beethoven Kammerorchester Mödling e a Webern Kammerphilarmonie.
Desempenhou funções de pianista e maestro no coro do Círculo Portuense de Ópera até 2011. A convite da Fundação Calouste Gulbenkian, foi correpetidor e preparador vocal em vários projectos da European Network of Opera Academies (ENOA), trabalhando com os maestros Jan Wierzba e Yi-Chen Li. Em 2016 e 2017 reforçou pontualmente a equipa de pianistas-correpetidores do Teatro Nacional de São Carlos. Em Viena, foi pianista da associação Opera Allegra e coralista do coro Arnold Schoenberg, para o qual correpetiu em 2014 o projecto da Rosamunde de Schubert com a Filarmónica de Viena, sob a batuta de Nikolaus Harnoncourt e, em 2015, o do Requiem de Mozart num concerto com a Orquestra Nacional de Atenas, sob a batuta de Vassilis Christopoulos. É, desde 2018, pianista correpetidor na Komische Oper Berlin.
Desde cedo que desenvolveu um forte gosto pela composição, tendo já obtido diversos primeiros prémios, destacando-se o Concorso per Banda Romualdo Marenco 2006, Novi Ligure, Itália e o III Concurso de Composição para Banda Sinfónica 2015, organizado pela Banda Sinfónica Portuguesa.