Conferências do Trindade
SALÃO NOBRE | 18:30 | QUARTAS-FEIRAS
Entrada Livre

Em 2017 propomos um ciclo de conferências que continuando a debruçar-se sobre os diversos campos da arte, da cultura e da sociedade, afirmando assim a especificidade da relação que o Teatro da Trindade sempre teve com a realidade portuguesa, assumem também uma busca de olhares desafiantes e interpeladores.


“VOTA MAISMENOS”
Miguel Januário
19 jul
 
‘±MAISMENOS±’ surge em 2005 como um projecto pessoal desenvolvido num contexto de investigação académica. 
Rapidamente se tornou uma referência nos círculos portugueses de intervenção urbana, tanto pelos seus mecanismos virais, como pelos diversos suportes em que se materializa. Apresentou-se, inicialmente, como uma marca contra as marca, sendo a sua missão utópico o antídoto para a publicidade: pode ser encontrado como uma marca ilegal em numerosos ambientes urbanos, como pode emergir como uma instalação artística.
± é a representação visual do colapso dos sistemas económicos (+ - = 0), transmitindo claramente um ponto de vista relativamente a estes - ao mesmo tempo funcionando como uma tela em branco, como um ícone em aberto onde as pessoas conseguem projectar os seus desejos, medos ou suspeitas.
Para mais informação www.maismenos.net


Miguel Januário, artivista assumido nasceu em 1981. Licenciado em Design de Comunicação pela FBAUP, é na área da street art e do graffiti que se tem destacado. ± (Mais Menos), projecto de intervenção que desenvolve desde 2005, é a sua vertente mais visível e é através desta identidade que reivindica e intervém na paisagem urbana.
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TRABALHAR COM OS 99%
Tiago Mota Saraiva
20 set
 
A ideia, Working with the 99% [Trabalhar com os 99%], foi premiada no concurso o Prémio “Future Cities” que decorreu durante a 13ª Bienal de Arquitectura de Veneza (2012). Sete anos passados, com muito trabalho realizado e muito mais por fazer, formaliza-se em torno de uma cooperativa de prestação de serviços de projecto. Trabalhar com os 99% Crl. é o espaço ideal para um trabalho de outra dimensão que urge reinventar e reivindicar: o planeamento estratégico, a assessoria de processos participativos e democráticos, o trabalho legislativo ou a participação em redes europeias e mundiais. Na origem deste projecto esteve o ateliermob,  uma empresa que desenvolve actividade no campo da arquitectura, design e urbanismo desde 2005 e que a partir de 2010, com o agravar da crise financeira e das condições de vida da esmagadora maioria das pessoas, consagrou uma parte da sua actividade profissional no apoio a diferentes comunidades que não tinham - e, na sua maioria, nunca tiveram - condições para contratar arquitectos.
 
Tiago Mota Saraiva. Licenciado em Arquitectura pela Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa (2000) e com especialização em Arquitectura, Território e Memória pela Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade de Coimbra (2004). Foi Assistente Convidado da Universidade Moderna de Lisboa (2007) e da Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa (2007-2008). É sócio-gerente do ateliermob – arquitectura, design e urbanismo lda., onde exerce actividade desde a sua constituição, administrador único da cooperativa “Trabalhar com os 99%” Crl e membro da cooperativa Sou Largo Crl que opera a partir do Largo do Intendente em Lisboa. Tem uma coluna de opinião semanal no jornal i e é consultor externo da Câmara Municipal de Lisboa para a implementação da Agenda 21 para a Cultura.
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Conferências já realizadas

NEOLIBERALISMO, DESIGUALDADE, DEMOCRACIA SOB ATAQUE
Dilma Rousseff
15 mar

Em agosto de 2016, menos de dois anos após ter sido reeleita Presidenta do Brasil com 54,5 milhões de votos, Dilma foi destituída do cargo pelo Congresso, acusada de cometer crime de responsabilidade no exercício do cargo. Nos últimos meses  tem viajado pelo mundo para denunciar o que chama de “assalto à democracia”.
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A ÁRVORE DE PONTA E MOLA
Susana Neves
5 abr
 
Da dura existência do choupo urbano à vida liberal e festiva do jacarandá em flor.  Uma reflexão sobre a resiliência das árvores e o instável equilíbrio da cidade, sem elas. A emergência de um novo humanismo como reação à brigada das motosserras.

Susana Neves, escritora, pintora, fotógrafa, jornalista de cultura, investigadora de etnobotânica, é autora do texto e fotografias dos livros: "De Vento em Pipa - Quando a Vinha e o Homem Inventaram Lagoa/With the Wind Blowing Behind the Barrel - When Vineyards and Man Forged Lagoa" (Best Wine Book of the Year, Gourmand Award 2017) e  “Histórias que Fugiram das Árvores – um arboretum português/Stories that ran away from trees – a Portuguese arboretum” (2012). Desde 2005, expõe regularmente desenho e fotografia em Portugal e no estrangeiro, tendo representado Portugal na Kulturnatten 2009, em Copenhaga, com mais de 100 fotografias de natureza. As suas obras encontram-se em várias coleções de arte privadas, na coleção da Fundação D. Luís e na coleção de livros de artista da Biblioteca de Arte da F. C. Gulbenkian.
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RACISMO EM PORTUGUÊS, O LADO ESQUECIDO DO COLONIALISMO
Joana Gorjão Henriques
17 mai

Depois de mais de 100 entrevistas e reportagens nos cinco países africanos colonizados por Portugal, Racismo em Português - o lado esquecido do colonialismo reflecte sobre as marcas deixadas nos territórios ocupados. Através do olhar dos africanos sobre a forma como o racismo foi usado como técnica de dominação, percorre a história da colonização, da escravatura ao regime de trabalho forçado. E traz para a actualidade as vivências de quem sofreu na pele ou de quem ouviu falar desta história de violência. É o início de uma conversa com quem está interessado em ter uma visão crítica do colonialismo. 

Nasceu em Lisboa, em 1975. É autora do Livro “Racismo em Português – o lado esquecido do colonialismo”, ​edições Tinta da China. Entrou para o jornal Público no final de 1999. Trabalhou durante dez anos na Cultura, tendo participado no lançamento do novo suplemento cultural Ípsilon. Em 2009 ganhou ​ a bolsa de um ano para jornalistas da Nieman Foundation,​ na Universidade de Harvard, e em 2010 foi estudar Sociologia na London School of Economics, em Londres. Nestes dois anos focou a sua investigação académica nas relações raciais e étnicas. Escreve para o PÙBLICO​ sobre várias áreas e  é autora de artigos de opinião para o jornal inglês The Guardian​ e para o site americano The Root. As suas reportagens têm-se centrado em histórias de direitos humanos e de discriminação​.​  Participou em inúmeros debates sobre o seu livro, em Portugal e no estrangeiro, tendo sido convidada da conferência sobre "novas direcções na África Lusófona", na Universidade de Oxford, Reino Unido, em Novembro de 2016.